Primeiros Socorros

31/12/1969

Parada Cardíaca e Respiratória

 

07/08/2003
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A parada cardíaca é a cessação brusca da circulação sistêmcia, frequentemente de ocorrência inesperada, em pacientes não portadores de moléstia crônica progressiva ou necessariamente mortal.

A morte súbita pode ser a primeira manifestação da doença coronariana. Muitos desses pacientes têm parada cardíaca fora do hospital, sem sintomas prévios. Os pacientes que são sintomáticos frequentemente ignoram ou minimizam a presença dos sitnomas, resultando em uma doença de uma avárias horas antes de procurarem o médico. Tem sido demonstrado que essa demora contribui substancialmente para a incidência de morte súbita foram do hospital.

Inúmeras causas podem levar à parada respiratóira e/ou cardíaca, como anóxia, afogamento, pneumotórax hipertensivo, hemopericárdio, choque, obstrução das vias aéreas, broncoespasmo, alergias e drogas anestésicas. Entre as afecções cardíacas, a aterosclerose coronária é responsável por aproximadamente 90% dos casos de morte súbita fora do hospital. E, nesta estatística(aproximadamente 93%), as modalidades de parada cardíaca são a taquicardia ventricular sem pulso e a fibrilação ventricular.

Assim, se a RCR básica iniciar-se prontamente de 1 a 4 minutos, e se os cuidados avançados iniciarem-se dentro de 8 a 10 minutos, mais de 40% dos casos de fibrilação ventricular que ocorrem fora do hospital podem ser reanimados com êxito. Portanto, se HOUVER ACESSO A UM SISTEMA DE ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA, MEDIDAS DE RCR BÁSICA, DESFIBRILAÇÃO E O CUIDADO AVANÇADO, EFICIENTES E O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, a vítima terá grandes chances de sobreviver.

As técnicas de RCR incluem então três procedimentos básicos fundamentais, o ABC da reanimação:, Abertura de vias aéreas; ventilação e circulação.

1)Abertura de vias aéreas:

Determine a inconsciência. Abra as viás aéreas da vítima: incline a cabeça da vítima para trás e faça a elevação do mento. Se houver suspeita de lesão cervical faça a elevação do mento, ou com a tração mandibular sem a inclinação da cabeça. determine, após a abertura das vias aéreas se a vítima está respirando. Procure ver, ouvir e sentir o movimento respiratório e não gaste mais que 05 segundos nesta avaliação. se a vítima não estiver respirando inicie a ventilação boca-a-boca.

2)Ventilação:

Respire fundo, abra sua boca e coloque ao redor de toda a boca da vítima, soprando seu ar para dentro dela. Inicialmente faça duas ventilações (1,5 a 2 segundos para cada ventilação. Observe a elevação do tórax. Não esqueça de tapar o nariz da vítima quando estiver soprando o ar para dentro dos seus pulmões. Uma ventilação adequada geralmente corresponde de 800 a 1200ml de ar expirado. Lembre-se: O volume administrado é mais importante que o ritmo da respiração artificial. Após as duas ventilações iniciais, deve-se verificar o pulso carotídeo (5 a 10 segundos) e, se presente, continuar com uma ventilação a cada 05 segundos. Se o pulso não estiver presente inciar então as compressões torácicas.

2)Compressões Torácicas:

Para a verificação do pulso carotídeo coloque dois dedos, indicador e médio sobre a cartilagem tireóide (pomo-de-adão) e deslize os dedos posteriormente, encontrando-se o pulso carotídeo na borda posterior dessa cartilagem, que coincide também com a borda anterior do músculo esternocleidomastoídeo. Utilize as polpas digitais e não as pontas dos dedos para a palpação, pois estas são menos sensíveis. Identifique a área de compressão torácica passando dois dedos de uma de suas mãos sobre o rebordo costal da vítima até localizar a base do apêndice xifóide.

Coloque dois dedos sobre este ponto (apêndice xifóide) e, na linha acima destes dois dedos espalme a planta da mão sobre o tórax da vítima. Imediatamente sobre- ponha uma mão sobre a outra e, mantendo seus braços bem esticados comprima o tórax da vítima por 15 vezes se você estiver sozinho e 05 vezes se você estiver com outro reanimador. Em adultos, a compressão deve ser feita usando-se todo o peso do corpo disponível do reanimador, com os braços distendidos. Os dedos das mãos não devem tocar as costelas para evitar fraturas das mesmas. A pressão exercida sobre o esterno deve ser de uma frequência de 80 a 100 vezes por minuto.

  • Inicie imediatamente as compressões torácicas intercaladas com a ventilação

ADULTO/CRIANÇA

Para um adulto ou uma criança acima de oito anos de idade repetir uma série de 15 massagens para cada duas respirações, cinco vezes(01 socorrista) e 01 ventilação seguida de 05 compressões (02 socorristas)cinco vezes. Após, verificar pulso em 05 segundos e caso não esteja presente continuar com as manobras até a chegada da ambulância;

Intercale as manobras de respiração boca-a-boca com as de compressões torácicas.

  • LEMBRE-SE: 02 respirações X 15 compressões (01 ciclo) se for 01 reanimador e 01 respiração X 05 compressões se forem 02 reanimadores.

  • A cada cinco ciclos (compressõesXventilações) verifique o pulso carotídeo. Não faça compressões torácicas se observar o retorno do pulso.

Mantenha as manobras até a chegada do socorro especializado.

4) Atenção para bebês e crianças: Em bebês até um ano de idade a respiração é feita com a boca do reanimadorao redor de toda a boca e o nariz do bebê. O ar exalado deve ser somente o ar da bochecha do reanimador (suficiente para apagar uma vela).

A mesma técnica de ventilação no adulto deve ser empregada em crianças entre 1 a 8 anos. Contudo, em crianças, o volume de ar é o que você dispõe no seu pulmão (não necessitando respiração profunda antes das manobras).

Para verificar o pulso do bebê, gentilmente pressione a parte interna do seu braço,entre o cotovelo e a axila;

A técnica de compressão torácica externa varia com a idade da criança. Para fazer as as compressões torácicas em recém-nascidos, esta deve ser realizada através da compressão do esterno imediatamente abaixo da intersecção da linha intermamilar e esternal. em recém-nascidos grandes é indicada a mesma técncia usada para crianças até um ano de idade: trace uma linha imaginária entre os dois mamilos do bebê, coloque três dedos abaixo desta linha na área central do tórax, retire o dedo mais próximo da linha e faça as compressões no tórax do bebê. Veja tabela de frequências abaixo:

Quadro demonstrativo: Freqüências respiratórias (FR) e cardíacas (FC) durante a RCR em crianças.

Idade FR FC
Recém-nascido 25 120
1 mês a 1 ano 20 100
1 ano a 8 anos 16 80
8 anos ou mais 12 60

A técnica de compressão torácica nas crianças entre 1 a 8 anos de idade é semelhante a do adulto, porém colocando-se apenas 01 dedo acima do ângulo de Charpy e utilizando apenas a região tenar de uma das mãos do reanimador.

Verifique o pulso a cada 05 ciclos de ventilação e compressões torácicas.

5) Primeiros Socorros:

5.1) Obstrução das vias aéreas (Manobra de Heimlich). Esta manobra deve ser utilizada nas vítimas de engasgamento:

Vítima consciente: colocar seus braços por trás da vítima entrelaçando-os em torno do seu abdômen. Posicione a mão em punho entre o umbigo e o final do osso do esterno (apêndice xifóide). De então repetidos puxões rápidos para dentro e para cima até a expulsão do corpo estranho;

Vítima inconsciente : Deite-a de costas, posicione-se de joelhos sobre a vítima, coloque uma mão sobre a outra 04 dedos acima do umbigo e comprima o abdome 10 vezes. Abra a boca da vítima, introduza dois dedos na boca escorregando pela bochecha, visualize o objeto e retire-o rapidamente. Caso não consiga retirá-lo faça rapidamente duas ventilações boca-a-boca;

No bebê: Vire-o de cabeça para baixo sobre seu braço e dê pancadas firmes no meio das costas. A cabeça deve ficar abaixo do corpo e lateralizada (protegida entre sua mão). Vire-o e tente visualizar o corpo estranho para removê-lo. Se não conseguir visualizá-lo ventile duas vezes e repita a técnica


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Publicado por: Dra. Shirley de Campo
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